"O homem é diretamente um ser da natureza. Como ser natural e enquanto ser natural vivo é, por um lado, dotado de poderes e faculdades naturais, que nele existem como tendências e capacidades, como pulsões. Por outro lado, enquanto ser natural, corpóreo, sensível, objetivo, é um ser que sofre, condicionado e limitado, tal como o animal e a planta, quer dizer, os objetos das suas pulsões existem fora dele, como objetos independentes, e, no entanto, tais objetos são objetos das suas necessidades, objetos essenciais, indispensáveis ao exercí­cio e à confirmação das suas faculdades. [...] Ser sensí­vel é sofrer." (MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2001. pp. 182-183.)

02/04/2007

Em memória

Começo hoje a publicação deste poema pascal em várias partes.

Em memória

I

Chegamos perto de Betfagé e de Betânia
Chegamos perto
Do monte das Oliveiras chegamos perto
Trazei a mim um jumentinho
Trazei ao Senhor
O Senhor o quer
Soltamos o jumentinho
Levamos ao Senhor
O Senhor o quer

Entra o Senhor na Cidade
Entra o Servo-Rei
Entra o Senhor na Cidade
Estendemos nossos vestidos
Pelo seu caminho
Bendito o Rei
Que vem em nome do Senhor!
Paz no céu, paz no céu!
Glória a Deus!

Repreende, ó Mestre
Repreende teus discípulos
Se estes se calam, as pedras clamam
As pedras clamam
Chora por ela o Mestre
Chora pela Cidade
Se ela conhecesse a paz que lhe pertence
Derribarão a ti e a teus filhos
Não deixarão pedra sobre pedra

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