"O homem é diretamente um ser da natureza. Como ser natural e enquanto ser natural vivo é, por um lado, dotado de poderes e faculdades naturais, que nele existem como tendências e capacidades, como pulsões. Por outro lado, enquanto ser natural, corpóreo, sensível, objetivo, é um ser que sofre, condicionado e limitado, tal como o animal e a planta, quer dizer, os objetos das suas pulsões existem fora dele, como objetos independentes, e, no entanto, tais objetos são objetos das suas necessidades, objetos essenciais, indispensáveis ao exercí­cio e à confirmação das suas faculdades. [...] Ser sensí­vel é sofrer." (MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2001. pp. 182-183.)

07/03/2006

Iniciando

Mesmo sendo a segunda parte que escrevo, esta é a parte inicial do meu poema Nadejda. É que, como já disse antes, este será um poema longo, que não pode ser escrito todo de uma vez, e pode também não ser escrito em ordem. Em breve, quando já tiver mais algumas partes publicadas, começarei a colocar na lateral direita desta página a ordem delas. Enfim, aí vai o início desse poema anteriormente começado:

Nadejda
a noite vil

No começo, a escuridão
Na noite nada via
Senão o temor e o pesar
O peso do muito tempo
Nos ombros doídos de toda a gente

No começo, o nada
A dor, a miséria, a servidão
O sepulcro de toda a vida
A ausência de toda existência
A realidade fria da separação e da morte


No começo, o sofrer
A dor em todo canto
A dor em toda mente
A dor completa e indescritível
No começo somente havia dor

1 comentários:

Emanuel Menim (Bilbioteca) disse...

Gostei muito da sua forma de escrita. Estou tomando coragem para escrever poesias também. Parabéns. Adicionei um link para vc no meu blog. Um abraço!