"O homem é diretamente um ser da natureza. Como ser natural e enquanto ser natural vivo é, por um lado, dotado de poderes e faculdades naturais, que nele existem como tendências e capacidades, como pulsões. Por outro lado, enquanto ser natural, corpóreo, sensível, objetivo, é um ser que sofre, condicionado e limitado, tal como o animal e a planta, quer dizer, os objetos das suas pulsões existem fora dele, como objetos independentes, e, no entanto, tais objetos são objetos das suas necessidades, objetos essenciais, indispensáveis ao exercí­cio e à confirmação das suas faculdades. [...] Ser sensí­vel é sofrer." (MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2001. pp. 182-183.)

19/01/2006

Renovação

Acredito que andava precisando rever minha poética, que andava já um tanto esgotada. Este poema talvez seja o início dessa nova etapa. Então, falemos dele.

Acredito que o nome mais bonito da língua russa seja Nadejda (o primeiro "d" é palatalizado, como em "di"). Isto que vai aí embaixo é apenas um fragmento do projeto de um poema maior, agora mesmo começado e que será publicado conforme for sendo escrito. Não se trata, porém, do fragmento inicial, pois ainda direi porque escolhi Nadejda para ser a musa do poema.

Por fim, não garanto a atualização deste blog nas próximas semanas, em que estarei muito ocupado para isto.


Nadejda
tomar o céu de assalto

Na tarde da vida via
O crepúsculo de qualquer certeza
A mão na arma ainda tesa
A morte certa àquele dia
Mas sei, Nadejda, estavas lá!

A tempestade se formava
O momento que queria
Chegado o grande dia
De assalto o céu tomava
Eu vi, Nadejda, estavas lá!

No entanto repelido
No momento em que caí
Como o grande cai em si
Da incerteza enfim saído
Eu sei, Nadejda, ainda estás!

1 comentários:

mattericks4466 disse...

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