"O homem é diretamente um ser da natureza. Como ser natural e enquanto ser natural vivo é, por um lado, dotado de poderes e faculdades naturais, que nele existem como tendências e capacidades, como pulsões. Por outro lado, enquanto ser natural, corpóreo, sensível, objetivo, é um ser que sofre, condicionado e limitado, tal como o animal e a planta, quer dizer, os objetos das suas pulsões existem fora dele, como objetos independentes, e, no entanto, tais objetos são objetos das suas necessidades, objetos essenciais, indispensáveis ao exercí­cio e à confirmação das suas faculdades. [...] Ser sensí­vel é sofrer." (MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2001. pp. 182-183.)

25/12/2006

Feliz Natal

Este ano tive a oportunidade de iniciar uma nova fase em minha vida. Passando em concurso público, saí da casa dos meus pais e fui morar em outra cidade. Vim agora passar o natal com minha família e viajar com eles por alguns dias. Nunca antes havia imaginado como isso poderia ser bom. Este poema dedico a eles, pela alegria que posso sentir ao saber que há distância, mas ela não nos separa completamente.

Felicidade
à minha família

Certo dia perguntei
O que era felicidade
Houve tempo em que diria
Que era só proximidade

Mas apareceu então distância
E veio junto a tal saudade
Como poderia haver
Ainda assim felicidade?

Certo dia descobri
Que havia sim distância
Mas em meio ao sofrimento
Havia um coro de esperanças

Em meio a tantas mortes
Brota sempre a nova vida
E na distância há esperença
Da alegria rediviva